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N° 39 - dipo, no to complexo

Diversos

Os escritos que compem esta publicao nos convocam a uma reflexo sobre um tema central e insistente da psicanlise: o complexo de dipo.

R$ 32,00

Sumário

O complexo, sua funo

Em torno do complexo de dipo
Benita Losada A. Lopes
O dipo, do complexo ao mito
Annie Tardits (traduo: Analucia Teixeira Ribeiro)
Complexo de irmos
M. Luca Silveyra (traduo: Paloma Vidal)
dipo e infncia
Leila Neme
Vazio, angstia e desejo
Claudio Kayat Bedran
Algumas consideraes sobre o complexo de castrao e o complexo de dipo
Daniela Goulart Pestana
Nota sobre o perodo de latncia
Mauricio de Andrade Lessa
O dipo no tempo do adolescer
Arlete Garcia
Decepo edpica e transtornos no tipo de escolha de objeto na adolescncia
Sofia Saru

Do mito estrutura

Tirsias, sob um outro olhar Observaes sobre
dipo e Antgona a partir de Hlderlin
Solange Rebuzzi
Ainda o dipo
Maria Alice de Meireles Rabelo
De dipo Rei a dipo em Colono
Glria Castilho
O incesto e seus paradoxos
Elisabeth Leypold (traduo: Analucia Teixeira Ribeiro)
Encruzilhada inevitvel
Isabela Bueno Prado
De O romance... ao Bate-se...: Uma passagem freudiana
Letcia Nobre
dipo: do mito lgica
Ana Lucia de Souza

dipo, um outro enodamento

Complexo de dipo, funo de n
Maria Cristina Vecino Vidal
Ciso do sujeito e castrao
Eduardo Vidal
Juan Carlos Cosentino
Nlida Halfon
Um smbolo tenaz na psicanlise, o falo
Marjolaine Hatzfeld (traduo: Analucia Teixeira Ribeiro)
O que escreve a lgica da castrao
Marcia Jezler Francisco
O herdeiro do n
Vera Vinheiro
Notas sobre o ideal
Eduardo Vidal
O gozo materno, uma forma oculta do abandono
Solal Rabinovitch (traduo: Analucia Teixeira Ribeiro)

dipo, um vetor da anlise

Neurose infantil x Neurose da infncia... somente?
Andra Bastos Tigre
Benita Losada A. Lopes
O que quer uma criana
Licia Magno Lopes Pereira
Efeitos sintomticos da castrao
Iara Barros
Configurao nodal
Cristiane Laquintinie Amaral
Um passo para Eveline
Elisa C. de Oliveira
Todas as panelas tm cabo?
Regina Fleiuss
Um sintoma de anorexia em uma criana
Silvia Grebler Myssior

Apresentação

Os escritos que compem esta publicao nos convocam a uma reflexo sobre um tema central e insistente da psicanlise: o complexo de dipo. Ao fundar o inconsciente a partir da escuta do discurso das histricas, Freud descobre, tanto na anlise de seus sintomas quanto em sua prpria anlise, a encruzilhada edipiana, que se constituir como o complexo nuclear da neurose.

De incio, Freud debrua-se em busca do complexo que denomina patognico, articulado a um trauma de carter sexual em um momento preciso da histria do sujeito. Faz, contudo, um longo percurso at extrair, de sua experincia, a concluso de que os sintomas neurticos no se enodam de maneira direta a vivncias efetivamente reais, mas sim a fantasias de desejo, discernindo, com isso, que para a neurose mais vale a realidade psquica do que a material. A topada com o complexo de dipo produz uma toro no seu trajeto terico que o leva constatao de que o traumtico inerente ao encontro com a sexualidade no tempo da infncia. Esta virada exige do complexo de dipo ordenar, sob a primazia do falo, o campo pulsional.

Os textos que fazem parte deste nmero seguem a trilha da letra de Freud e de Lacan, interrogando a funo do que se denominou complexo na psicanlise e na constituio do sujeito, assim como os desdobramentos do complexo de dipo, do complexo de castrao e dos complexos familiares. Freud nos diz que preciso ser extremamente prudente com os complexos. Apesar de ser um conceito indispensvel, tambm verdadeiramente vago e inadequado. Nesta linha de trabalho, decantam-se os escritos da primeira seo O complexo, sua funo.

A segunda seo, Do mito estrutura, parte da tragdia escrita por Sfocles da qual Freud extrai o mais ntimo do desejo e do drama humano. Fisgado pelo poder cativante de dipo Rei, Freud constri o elo entre a mitologia e a psicanlise. Suas formulaes avanam da consistncia do mito estrutura do sujeito, enlaando a operao do recalque como efeito da passagem pela crise edipiana ao inconsciente. As operaes psquicas que se produzem em torno da problemtica edipiana e da constituio dos ideais deixam um resto que constitui o infantil, marca registrada do sujeito.

Os textos que integram a terceira seo, dipo, um outro enodamento, traam um vetor de Freud a Lacan, revelando a lgica e a nodalidade inerentes ao discurso freudiano. A teoria de Lacan, ao reelaborar o dipo freudiano, marca escanses que vo desde Os complexos familiares at o encontro com a topologia e o n borromeano. Com a primazia do falo, o dito infantil se enoda em torno do verdadeiro buraco que a psicanlise denomina de castrao. Lacan insiste na escrita pela via da lgica e da topologia, esvaziando a consistncia do dipo, porm instaurando sua radicalidade.

Na seo final, dipo, um vetor da anlise, destaca-se o cerne dessa discusso, pois no particular de cada experincia que se escreve os efeitos dessa travessia essencial. Lacan prope ao analista no cair na armadilha de encobrir, com a significao do dipo, o campo da experincia. Que essa publicao possa relanar novas questes a partir da instigante frase de Lacan que o complexo de dipo no to complexo assim.

I.B.P.
M.C.V.V.

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