capa-home

N° 40 - Do Real, o que se escreve?

Diversos

Ao longo dos anos de 2006 e 2007, a Escola Letra Freudiana dedicou-se a trabalhar O n da psicanlise e O que se escreve do Real?...

R$ 40,00

Sumário

--- Do Real... ---

O Real, ser que isso funciona?
Franois Balms
Traduo: Analucia Teixeira Ribeiro

Um dispositivo em que o real alcance o real
Eduardo Vidal

O Real do cartel
Ana Lucia de Souza

A indicao de um passador: qual o n da questo
Ana Maria Portugal

Se o Outro existisse
Ana Lucia Zacharias

--- Freud, indcios do Real ---

Psychische Realitt ou psychische Wirklichkeit?
Patricia S

Sobre trs termos freudianos
Benita Losada A. Lopes

Constituio do sujeito em Freud: tempo e escrita
Myriam R. Fernndez

Do no-reconhecido (unerkannt) ao saber inconsciente
Elza Gouva

O que se l... o que se escreve
Maria Clia Andrade Oliveira

"Inibio, sintoma e angstia": enodamento freudiano
Maria Cristina Ferraz Coelho

--- A escrita nodal ---

Contribuies sobre a escrita em psicanlise: a escrita nodal
Carlos Ruiz
Traduo: Paloma Vidal

Falso buraco - uma questo de trucagem?
Fatima Vahia

Do smbolo escrita sinthoma
Arlete Garcia

A topologia dos ns e o lao com o que da experincia analtica
Sofia Saru

O n borromeano, escrita do sinthoma
Heloisa Godoy

Pontuaes sobre o n na paranoia e em Joyce
Andr Schaustz

O letrista e o n
Sergio Becker

A experincia psicanaltica e o n: um mandamento freudiano
Claudia de Moraes Rego

"Voc sabe, voc pensa, voc "
Nilza Ericson

--- Intersees ---

Psicanlise no mundo?
Marcia Jezler e Renata Salgado

Ideal, 'oa-bjeto', Real
Eduardo Vidal e Paulo Becker

A escrita do crime: o memorial de Pierre Rivire
Lia Amorim

Exquisite pain: a escrita e a arte de Sophie Calle
Beatriz Elisa Ferro Siqueira

Paul Celan: a potica do cicatricement
Jos Eduardo Marques de Barros

A escrita sobre o corpo e o gozo no texto de Clarice Lispector
Denise Rocha Stefan

Turbilho-disperso escreve o n
Elisabeth Freitas

Nota sobre a emergncia do Real na Educao
Elisa Teixeira

A escrita do Real
Ricardo Kubrusly

--- Escreve-se... ---

A quem pertence uma carta?
Andra Bastos Tigre e Rossely S. Matheus Peres

Uma outra escrita
Francisco Jos Bezerra Santos

Uma escrita de letra
Alicia Liliana Sterlino

Fantasma, ruptura do semblant, letra: o que a clnica ensina
Miriam Passos Lima

O que se escreve como solido?
Rita Martins

Das agruras de escrever um caso clnico
Clara de Ges

Apresentação

Ao longo dos anos de 2006 e 2007, a Escola Letra Freudiana dedicou-se a trabalhar O n da psicanlise e O que se escreve do Real? Como consequncia desse tempo de trabalho chegou-se ao giro necessrio da frase que nomeia esta publicao: Do Real, o que se escreve? Afirma-se com isso a importncia de no dar substncia ao real, reconhecendo que o real que comanda a experincia analtica. A interrogao se manteve, lanando-nos em busca de novos textos que contribussem para o projeto desta publicao. Cada texto, a seu modo, se esfora por dar um contorno a esse conceito paradoxal, de difcil apreenso, presente no ensino de Lacan desde 1953: o real que retorna sempre ao mesmo lugar; o real impossvel, o real que no cessa de no se escrever. Do Real, arranca-se um pedao.

Partimos Do Real... , real que atravessa o caminho mas que tambm direo. Lacan nos diz em 1977 que a clnica o real enquanto impossvel de suportar. Cabe ao analista sustentar um discurso marcado pelo impossvel. E o compromisso da Escola produzir um dizer disso.

Na leitura do texto freudiano, Lacan mostra que h um real em jogo ainda espera de formalizao. Se Freud no tinha idia do Simblico, do Imaginrio e do Real ele tinha, no entanto, uma suspeita, quando concluiu que o fracasso inerente ao complexo de dipo decorre de sua impossibilidade interna (seiner inneren Unmglichkeit). Tal suspeita funcionou como um trilhamento conduzindo Lacan a elaborar os trs registros e a distinguir na experincia analtica no somente a realidade psquica mas seu ncleo real.

Se Freud no nomeou sua prtica de discurso analtico introduziu, sem dvida, um novo discurso, inaugurou um novo lao fundado na impossibilidade do sexual a castrao. No difcil encontrar em seu texto enodamentos, como o das trs instncias e o de inibico, sintoma e angstia, embora no constituam o n que Lacan prope.

Lacan chega ao n borromeano depois de uma longa experincia como analista, tendo esgotado a esperana do sentido, sabendo que o real refratrio a qualquer sentido. O n borromeano em seu ensino no funciona como um modelo; opera como uma escrita na tentativa de abordar o real pelo real. Com o n, Lacan d um suporte de letras experincia analtica rompendo com o tempo e o espao euclidianos.

A escrita no resulta propriamente da transcrio dos ditos do analisante, provm do que ex-siste ao dito, do real como impossvel, justamente porque a linguagem no chega a inscrever a relao sexual. Extrair as consequncias desse dizer de Lacan a proposta desta publicao.

I.P.B.
L.B.
P.S.

Outros títulos

capa-home

Nº 50 - Autismo

A Escola Letra Freudiana tem uma longa trajetória em torno da questão do autismo. Em 1987, há exatos 30 anos, a Letra Freudiana...

capa-home

Nº 49 - Identificação

A operao da identificao no cessa de acontecer no ser falante. uma operao lgica, escanses que se articulam como R.S.I.: identifi

capa-home

Nº 48 - Letra irredutível, M.D.

Em 2014, quando Marguerite Duras completaria 100 anos, a Escola Letra Freudiana fez uma Jornada prestando-lhe homenagem...

capa-home

Nº 47 - Sexuação Sintoma Nominação

Jenseits des Lustprinzips Sigmund Freud Alm [..]

capa-home

Nº 46 - O que é uma psicanálise?

De 23 a 25 de janeiro de 2013, a École de psychanalyse Sigmund Freud coordenou e sustentou, em Paris, o colóquio O que é uma psicanálise?

capa-home

Nº 45 - mãe menina mulher - nomes do feminino

Esta publicao traz textos e escritos trabalhados pelo Ncleo de Investigao Clnica Han$ que, nos ltimos anos, orientou seu ensino na Es

+ Veja todas as publicações