– Introdução ao Colóquio de 2013...11
Charles Nawawi

– RSI para quê? Da nova abordagem de Freud à clínica borromeana...17
Yolanda Mourão Meira

– A Escola de psicanálise e a lógica do feminino...25
Viviane Gambogi Cardoso

– Sobre a transferência de trabalho...29
Leila Mariné Guimarães

– Umbigo do sonho, um nome para o lugar em sombras...37
Beatriz Grebol
Lucila Anesi
Miriam Fabre
Nélida Halfon

– Um saber fazer não sem instabilidade...49
Anne-Marie Braud

– Psicanálise com a criança, a singularidade de uma experiência: a menina entre a mãe e a mulher...59
Andrea Bastos Tigre
Iara Maria Barros
Leila Neme
Letícia Nobre
Licia Magno L. Pereira
Maria Cristina V. Vidal
Mauricio A. Lessa
Vera Vinheiro

– A presença do analista e o inconsciente nos quatro conceitos fundamentais...67
Carlos Alberto G. Campos
Evelyn Disitzer
Nestor Lima Vaz
Nilza Ericson
Paula Strozenberg
Tatiana P. Campos

– ...é preciso ainda que ele tenha mamas...75
Andrea Bastos Tigre
Arlete Garcia
Cristiane Amaral
Fátima Vahia
Isabela B. Prado
Leila Neme
Letícia Balbi
Renata Salgado

– Presença fora de limite? Na passagem do tratamento vous ao tratamento tu. Como um delírio passional convoca o lugar do analista?...81
Claude Garneau

– Uma transferência ‘outra’...89
Amandio J.Gomes
André Schaustz
Clara de Góes
Elisabeth Freitas
Leny de Almeida Andrade
Miriam Chor Blanck
Paulo Becker
Silvia Disitzer
Tânia Dias Mendes
Teresa da Costa
Vera Vinheiro

– O S1 como significante irredutível: “Vi vidros quebrados”...97
Adriana Salinas
Alicia Hartmann
Daniela Kaplan
Gabriela Jajam
Guido Crivaro
Marcela Garino
Mirian Dios
Valeria Tobar

– A interpretação...107
Françoise Samson

– Repetição... um destino?...115
Clara de Góes
Miriam Chor Blanck
Rossely S. M. Peres
Sofia Sarué

– Fazer e desfazer pela palavra...121
Jean-Guy Godin

– De um discurso que tem consequências...129
Eliane Ribeiro Guerra
Maria do Carmo Motta Salles
Orris Ricardo Canedo de Almeida
Regina Hallack
Sivânia Marques Motta

– A presença do analista...137
Adriana Blasetti
Cristina Siemsen
Daniel Kordon
Eva Dukasz
Hilda Barrientos
Horacio Barredo
Mabel Marcinavicius
Myriam Carrasco
Renzo Pasqualini
Susana Diringer

– Os manuscritos de “Além do princípio do prazer”...145
Cynthia Acuña
David Krapf
Diego Rodríguez
Emilce Venere
Fernanda Nuñez
Gabriela Kesner
Graciela Kahanoff
Isabel Goldemberg
Jorge Dorado
Juan Carlos Cosentino
Lara Lizenberg
M. Lucía Silveyra
Lila Isacovich
Marcela Lombán
Norma Mondolfo
Viviana Fanés

– Qual inconsciente?...159
Annie Tardits

– Os tempos de escrita do seminário XI...167
Ana Virgínia Santiago
Alone Gomes
Claudete Coelho Guimarães
Deane Fiuza
Eduardo Vidal
Jacinta Ferraz
Maria Angelina Andrade
Maria Candida Tavares
Maria Lúcia Andrade
Maria Cristina Ferraz Coelho
Nilza Queiroz
Suzana Nascimento
Syra Tahin Lopes
Vera Lúcia Maturino de Souza

– Conferência sobre Perspectives de la psychanalyse...175
Moustapha Safouan

– Autorizar-se ? um saber sem sujeito...185
Ana Lucia Zacharias
Anete Tizue Tokashiki Arita
Claudia Mayrink
Glória Maria Castilho
Lícia Magno Lopes Pereira
Marcia Jezler Francisco
Maria Alice Meireles Rabello

– Conclusões...193
Solal Rabinovitch

Em 23, 24 e 25 de janeiro de 2013, a École de psychanalyse Sigmund Freud coordenou e sustentou, em Paris, o colóquio “O que é uma psicanálise?”. Em torno dessa questão, diferentes escolas e instituições argentinas, brasileiras e francesas produziram trabalhos, tomando por base, para essa reflexão, os quatro conceitos fundamentais da psicanálise: inconsciente, repetição, transferência e pulsão.

“O que é uma psicanálise?” dá continuidade e ratifica a função da série na transmissão da psicanálise; um percurso iniciado em 1994 em Buenos Aires, com a “Clínica da angústia”. Esses encontros teriam por objetivo colocar em discussão assuntos de interesse comum e contavam com a participação de diferentes escolas. Nesses encontros, denominados Colóquios de Psicanálise, importa manter a diversidade e a singularidade de cada espaço institucional. Na última década, realizaram-se “O desejo do analista”, no Rio de Janeiro, em 2001, “Formação do analista (Discurso do analista e laço social)”, em Mendoza, em 2003, “A escrita na psicanálise”, em Belo Horizonte, em 2006 e “Experiência de saber”, em Salvador, em 2010.

Um colóquio é um acontecimento que inclui uma trama social em que se torna público um trabalho de intertextualidades escutáveis e implica em dois tempos: o da preparação do texto e o da exposição e troca, ocasião de escutar e falar. Esta revista é o terceiro tempo desse evento: a escrita. O que aqui se escreve são efeitos da palavra que circulou entre aqueles que nele apresentaram o que produziram e recolheram em torno da questão proposta: Aleph Escola de Psicanálise, Ato Freudiano, École de psychanalyse Sigmund Freud, Escola Freudiana de Belo Horizonte, Escola Letra Freudiana, Grep – Ensino e Transmissão em Psicanálise, Territorios, Testimonios e psicanalistas de Buenos Aires.

Durante o colóquio, tratava-se mais de compartilhar a voz de um texto que de ler um escrito. Nesse terceiro tempo, de passagem à escrita, observa-se a importância desse momento em que se fez necessário recolher os efeitos produzidos. Não trazemos, portanto, apenas um registro dessa passagem, mas a volta a mais que o escrito exige. Destaca-se, agora, o trabalho de dar forma, transformar, para com isso fazer passar, fazer durar... pubelicar. Se não é com a responsabilidade de uma forma que a psicanálise se escreve, trata-se pelo menos da responsabilidade de uma formação, contínua.

Para que esse Colóquio pudesse ser realizado agradecemos o empenho e o trabalho de Charles Nawawi, Christian Centner, Claude Garneau, Françoise Samson, Helena D’Elia e Dora Yankelevich-Szerman, pela maneira com que o organizaram e sustentaram, assim como todos aqueles que estiveram implicados na árdua tarefa de sua concretização, como, entre outros, Marina Cardoso e Vinicius Figale, que traduziram os textos apresentados durante o colóquio e alguns dos que constam desta revista.

“O que é uma psicanálise?” e seus conceitos fundamentais constituem uma pergunta que deve ser renovada por cada analista em cada tratamento. Por isso, esperamos que a execução desse terceiro tempo possa contribuir para que cada um possa, como nos convida Lacan, ser levado “a uma consequência em que ele precise colocar algo de si” e se interrogar sobre essa práxis.
P.S.