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N° 46 - O que uma psicanlise?

Diversos autores

De 23 a 25 de janeiro de 2013, a cole de psychanalyse Sigmund Freud coordenou e sustentou, em Paris, o colquio O que uma psicanlise?

R$ 45,00

Sumário

Introduo ao Colquio de 2013...11
Charles Nawawi

RSI para qu? Da nova abordagem de Freud clnica borromeana...17
Yolanda Mouro Meira

A Escola de psicanlise e a lgica do feminino...25
Viviane Gambogi Cardoso

Sobre a transferncia de trabalho...29
Leila Marin Guimares

Umbigo do sonho, um nome para o lugar em sombras...37
Beatriz Grebol
Lucila Anesi
Miriam Fabre
Nlida Halfon

Um saber fazer no sem instabilidade...49
Anne-Marie Braud

Psicanlise com a criana, a singularidade de uma experincia: a menina entre a me e a mulher...59
Andrea Bastos Tigre
Iara Maria Barros
Leila Neme
Letcia Nobre
Licia Magno L. Pereira
Maria Cristina V. Vidal
Mauricio A. Lessa
Vera Vinheiro

A presena do analista e o inconsciente nos quatro conceitos fundamentais...67
Carlos Alberto G. Campos
Evelyn Disitzer
Nestor Lima Vaz
Nilza Ericson
Paula Strozenberg
Tatiana P. Campos

... preciso ainda que ele tenha mamas...75
Andrea Bastos Tigre
Arlete Garcia
Cristiane Amaral
Ftima Vahia
Isabela B. Prado
Leila Neme
Letcia Balbi
Renata Salgado

Presena fora de limite? Na passagem do tratamento vous ao tratamento tu. Como um delrio passional convoca o lugar do analista?...81
Claude Garneau

Uma transferncia outra...89
Amandio J.Gomes
Andr Schaustz
Clara de Ges
Elisabeth Freitas
Leny de Almeida Andrade
Miriam Chor Blanck
Paulo Becker
Silvia Disitzer
Tnia Dias Mendes
Teresa da Costa
Vera Vinheiro

O S1 como significante irredutvel: Vi vidros quebrados...97
Adriana Salinas
Alicia Hartmann
Daniela Kaplan
Gabriela Jajam
Guido Crivaro
Marcela Garino
Mirian Dios
Valeria Tobar

A interpretao...107
Franoise Samson

Repetio... um destino?...115
Clara de Ges
Miriam Chor Blanck
Rossely S. M. Peres
Sofia Saru

Fazer e desfazer pela palavra...121
Jean-Guy Godin

De um discurso que tem consequncias...129
Eliane Ribeiro Guerra
Maria do Carmo Motta Salles
Orris Ricardo Canedo de Almeida
Regina Hallack
Sivnia Marques Motta

A presena do analista...137
Adriana Blasetti
Cristina Siemsen
Daniel Kordon
Eva Dukasz
Hilda Barrientos
Horacio Barredo
Mabel Marcinavicius
Myriam Carrasco
Renzo Pasqualini
Susana Diringer

Os manuscritos de Alm do princpio do prazer...145
Cynthia Acua
David Krapf
Diego Rodrguez
Emilce Venere
Fernanda Nuez
Gabriela Kesner
Graciela Kahanoff
Isabel Goldemberg
Jorge Dorado
Juan Carlos Cosentino
Lara Lizenberg
M. Luca Silveyra
Lila Isacovich
Marcela Lombn
Norma Mondolfo
Viviana Fans

Qual inconsciente?...159
Annie Tardits

Os tempos de escrita do seminrio XI...167
Ana Virgnia Santiago
Alone Gomes
Claudete Coelho Guimares
Deane Fiuza
Eduardo Vidal
Jacinta Ferraz
Maria Angelina Andrade
Maria Candida Tavares
Maria Lcia Andrade
Maria Cristina Ferraz Coelho
Nilza Queiroz
Suzana Nascimento
Syra Tahin Lopes
Vera Lcia Maturino de Souza

Conferncia sobre Perspectives de la psychanalyse...175
Moustapha Safouan

Autorizar-se ? um saber sem sujeito...185
Ana Lucia Zacharias
Anete Tizue Tokashiki Arita
Claudia Mayrink
Glria Maria Castilho
Lcia Magno Lopes Pereira
Marcia Jezler Francisco
Maria Alice Meireles Rabello

Concluses...193
Solal Rabinovitch

Apresentação

Em 23, 24 e 25 de janeiro de 2013, a cole de psychanalyse Sigmund Freud coordenou e sustentou, em Paris, o colquio O que uma psicanlise?. Em torno dessa questo, diferentes escolas e instituies argentinas, brasileiras e francesas produziram trabalhos, tomando por base, para essa reflexo, os quatro conceitos fundamentais da psicanlise: inconsciente, repetio, transferncia e pulso.

O que uma psicanlise? d continuidade e ratifica a funo da srie na transmisso da psicanlise; um percurso iniciado em 1994 em Buenos Aires, com a Clnica da angstia. Esses encontros teriam por objetivo colocar em discusso assuntos de interesse comum e contavam com a participao de diferentes escolas. Nesses encontros, denominados Colquios de Psicanlise, importa manter a diversidade e a singularidade de cada espao institucional. Na ltima dcada, realizaram-se O desejo do analista, no Rio de Janeiro, em 2001, Formao do analista (Discurso do analista e lao social), em Mendoza, em 2003, A escrita na psicanlise, em Belo Horizonte, em 2006 e Experincia de saber, em Salvador, em 2010.

Um colquio um acontecimento que inclui uma trama social em que se torna pblico um trabalho de intertextualidades escutveis e implica em dois tempos: o da preparao do texto e o da exposio e troca, ocasio de escutar e falar. Esta revista o terceiro tempo desse evento: a escrita. O que aqui se escreve so efeitos da palavra que circulou entre aqueles que nele apresentaram o que produziram e recolheram em torno da questo proposta: Aleph Escola de Psicanlise, Ato Freudiano, cole de psychanalyse Sigmund Freud, Escola Freudiana de Belo Horizonte, Escola Letra Freudiana, Grep Ensino e Transmisso em Psicanlise, Territorios, Testimonios e psicanalistas de Buenos Aires.

Durante o colquio, tratava-se mais de compartilhar a voz de um texto que de ler um escrito. Nesse terceiro tempo, de passagem escrita, observa-se a importncia desse momento em que se fez necessrio recolher os efeitos produzidos. No trazemos, portanto, apenas um registro dessa passagem, mas a volta a mais que o escrito exige. Destaca-se, agora, o trabalho de dar forma, transformar, para com isso fazer passar, fazer durar... pubelicar. Se no com a responsabilidade de uma forma que a psicanlise se escreve, trata-se pelo menos da responsabilidade de uma formao, contnua.

Para que esse Colquio pudesse ser realizado agradecemos o empenho e o trabalho de Charles Nawawi, Christian Centner, Claude Garneau, Franoise Samson, Helena DElia e Dora Yankelevich-Szerman, pela maneira com que o organizaram e sustentaram, assim como todos aqueles que estiveram implicados na rdua tarefa de sua concretizao, como, entre outros, Marina Cardoso e Vinicius Figale, que traduziram os textos apresentados durante o colquio e alguns dos que constam desta revista.

O que uma psicanlise? e seus conceitos fundamentais constituem uma pergunta que deve ser renovada por cada analista em cada tratamento. Por isso, esperamos que a execuo desse terceiro tempo possa contribuir para que cada um possa, como nos convida Lacan, ser levado a uma consequncia em que ele precise colocar algo de si e se interrogar sobre essa prxis.
P.S.

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