– Jenseits des Lustprinzips
Sigmund Freud
– Além do princípio de prazer
Sigmund Freud (Tradução: Eduardo Vidal)
– Uma leitura do Capítulo I de “Além do princípio de prazer”
Eduardo Vidal

.:: Sexuação ::.

– Identificação, sexuação, nominação, sinthoma
Bruno Netto dos Reys
– As mulheres analistas e a sexuação
Maria Cristina Vecino de Vidal
– A recusa a tomar-se por mulher
Diana Lidia Mariscal
– Os tempos da privação e a lógica da sexuação
Nilza Ericson
– Notas sobre a ‘bissexualidade’ e a feminilidade
Francisco José Bezerra Santos
– Relação mãe-filha na constituição da feminilidade
Noêmia Crespo
– Que queres? / Que quer uma mulher?
Alicia Liliana Sterlino
– S <> a e a posição do analista feita do objeto a
Sofia Sarué
– Posição sexuada e final de análise
Arlete Garcia

.:: Sintoma ::.

– A insondável decisão do ser: torna-te o que tu és
Claudia de Moraes Rego
– A responsabilidade do analista
Isabela Bueno do Prado
– “Não importa, há mais luz quando alguém fala”
Letícia Nobre
– Acerca de uma queixa de “problemas de memória” na velhice: Signorelli e Acrópole
Glória Castilho
– ‘Zer-wutzelte’ Graf?
Anna Beatriz Medici
– O nó e o corpo: de Schreber a Joyce
Daniela Menaged
– Sinthoma
Leny de A. Andrade
Sílvia Disitzer
Vera Vinheiro

.:: Nominação ::.

– Pontuações sobre o nome próprio e a voz
Eduardo Vidal
– Nominação A.E.
Anete Tizue Tokashiki Arita
– A morte, a marca, o nome
Ana Maria Portugal M. Saliba
– Fernando Pessoa e suas Pessoas
Benita Losada A. Lopes
Rossely S. Matheus Peres
– François Weyergans e o romance Le pitre. A escrita literária como efeito de uma análise
Analucia Teixeira Ribeiro
– Uma introdução à semântica dos nomes próprios
Pedro Santos

.:: Homenagem ::.

– Homenagem a Carlos Ruiz
Eduardo Vidal
– Nota sobre a Banda de Moebius
Carlos A. Ruiz (Tradução: Maria José Estevez Acuña)
– Notas sobre a estrutura de borda em psicanálise
Carlos A. Ruiz
Eduardo A. Vidal

A Escola Letra Freudiana se propôs a trabalhar sexuação sintoma nominação. Esses três termos apontam a uma travessia, um percurso, que implica o ato de responsabilizar-se.

A sexuação exige uma lógica que parte da proposição de que não existe relação sexual: “Quando digo não existe relação sexual, formulo, muito precisamente, esta verdade: que o sexo não define relação alguma no ser falante.” Essa proposição retoma a questão da castração em Freud, evidenciando a incompatibilidade que emerge de seus efeitos naqueles que chamamos de homem e de mulher, e cria um campo em que nenhuma complementariedade é possível.

Ao elaborar as fórmulas da sexuação, Lacan escreve o que ocorre com o sujeito em relação a sua posição sexuada. Essa lógica recoloca as questões da sexualidade, da feminilidade, do falo, do gozo e do objeto a.

O sintoma é o cerne da experiência analítica. Não poderia ser diferente uma vez que toda análise se inicia quando o analisante demanda ao analista que escute seu sintoma.

A psicanálise, por trabalhar com a particularidade do sintoma, circunscreve a singularidade de como o sujeito goza. Ao final do percurso resta-lhe responsabilizar-se por suas decisões, savoir y faire com seu sintoma.

Os três registros – Real, Simbólico, Imaginário – concebidos como nominações articulam a tríade freudiana inibição-sintoma-angústia, como ela aparece na clínica: inibição como nominação imaginária, sintoma como nominação simbólica, angústia como nominação real.

Cada registro representa uma dimensão – o impensável para o Real, o equívoco para o Simbólico, o sentido para o Imaginário; a quarta consistência articulável ao complexo de Édipo é o que os enoda. A nominação está enlaçada à experiência de uma análise, já que é nessa travessia que pode surgir o ‘autorizar-se’ analista.

Nesta revista reunimos os escritos que resultaram desse trabalho da Escola em três seções que correspondem aos termos sexuação, sintoma e nominação.

Iniciamos por uma edição bilíngue da tradução do Capítulo I do “Além do princípio de prazer”, texto que marca uma virada crucial na obra freudiana, pedra angular da transmissão da psicanálise.

Concluímos com uma homenagem ao matemático Carlos Ruiz ao publicar dois de seus últimos textos produzidos durante sua estadia no Rio de Janeiro e enviados ao Encontro de Caracas, em julho de 1980 que contou com a presença de Jacques Lacan.