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N° 49 - Identificao

A operao da identificao no cessa de acontecer no ser falante. uma operao lgica, escanses que se articulam como R.S.I.: identifi

R$ 47,25

Sumário

.:: Psicologia das massas e anlise do eu ::.

- Kapitel VII: Die Identifizierung
Sigmund Freud
- Captulo VII: A identificao
Sigmund Freud (Traduo: Eduardo Vidal)
- Kapitel VIII: Verliebtheit und Hypnose
Sigmund Freud
- Captulo VIII: Enamoramento e hipnose
Sigmund Freud (Traduo: Renato Carvalho / Reviso: Sergio Becker)
- A identificao, uma opacidade real
Eduardo Vidal

.:: Identificao ::.

- Se a Polnia no existisse... Identificao e topologia
Eduardo Vidal
- Lalangue e a unicidade do trao unrio
Srgio Luiz Silveira Gondim
- O unrio: da unificao unicidade e lgica do nmero
Marisa Siggelkow Guimares
Tatiana Silvera Porto Campos
- nico-Trao-Unrio
Francisco Jos Bezerra Santos
- Identificao sexuada
Ana Lucia de Souza
- necessrio que no
Ana Lucia Zacharias
- Nostalgia do real
Ana Maria Portugal Maia Saliba
- Tempo de uma escrita
Alicia Liliana Sterlino
- Uma leitura do seminrio A identificao: pelo vis da angstia
Isabela Bueno do Prado
- Saber a fazer com seu sintoma, no sem a identificao
Astra da Gama e Silva
Dalmara Marques Abla
Diana Lidia Mariscal
Maria Clia A. Oliveira
Mauro Rabacov
Sergio Luiz Silveira Gondim
- Luto e acting-out na prxis psicanaltica
Glria Castilho
- Melancolia e identificao
Anna Beatriz Medici
- Aquilo que herdaste de teus pais, conquista-o para faz-lo teu
Rute Perandini
- Identificao
Ana Lucia Zacharias
Rossely S. M. Peres
- Psicanlise para alm e/ou para aqum do div
Clara de Ges
Mara Jos Estevez Acua
- A identificao e o afogado mais bonito do mundo
Elza Gouva
- A autobiografia de Eric Clapton
Maria Elizabeth Timponi de Moura
- Uma dupla volet identificatria: o caso Andr Gide
Olga Maria M. C. Souza Soubbotnik
- Freud: avesso da idealizao e fora-hipnose
Sergio Becker
- Talvez seja mais prudente...
Letcia Nobre
- Para o passe, de um passe
Elisa Arreguy Maia
- Identificao na coerncia de uma clnica
Benita Losada A. Lopes
- Travessia do plano da identificao: outro modo de fazer lao?
Arlete Garcia

Apresentação

A operao da identificao no cessa de acontecer no ser falante.
uma operao lgica, escanses que se articulam como R.S.I.: identificao
ao pai, com dominncia real; ao trao, einziger Zug, que sustenta o simblico;
e identificao histrica, atravs do sintoma, com predominncia imaginria.
A identificao a estrutura nodal constituinte do sujeito.

Lacan extrai o trao unrio do nico trao de Freud e, a partir dele,
no apenas l a operao lgica da identificao, mas situa o necessrio para
escrever o triskel do n borromeano. Este trao o que nos leva a circunscrever
a identificao, tir-la do plural e perceber que se trata de uma estrutura de
lao ao Outro.

Em Psicologia das massas e anlise do eu encontramos o significante
lao, Bindung, na frase de abertura do captulo VII, A identificao. Na
traduo de Eduardo Vidal: a identificao conhecida pela psicanlise como
a primeirssima exteriorizao de um lao de sentimento a uma outra pessoa.
Aqui j temos pressuposto o campo do Outro, lugar vazio onde se funda o
sujeito. A identificao ao pai, o pai tomado por ideal, prepara o complexo
de dipo e possibilita o investimento libidinal. dipo no uma histria com
personagens, uma topologia, laos enodados borromeanamente.

A partir do complexo de dipo, da incidncia da castrao e do sentimento
de culpa, o objeto constitudo como perdido e o sujeito faz uma identifica-
o parcial, altamente limitada, tomando emprestado apenas um nico trao
[einziger Zug] da pessoa-objeto. Freud assim define: a identificao teria se
colocado no lugar da escolha de objeto, a escolha de objeto teria regredido
identificao. Regredindo pelo trilhamento da identificao ao pai, o sujeito
faz sintoma copiando um nico trao de gozo tomado do sintoma do outro,
amado ou odiado. O einziger Zug o termo que enoda o complexo de dipo
e sua pr-histria, a identificao ao pai. A introjeo significante diz da perda
do objeto e presentifica sua falta; situa, assim, o lugar vazio da estrutura.

O terceiro modo da identificao trata de uma outra formao de sintoma,
no mais identificao a um trao copiado da pessoa-objeto, mas a um ponto
estranho percebido em outro eu no tomado como objeto das pulses sexuais.
Freud fala da identificao atravs do sintoma como o incio de um novo
lao. A identificao atravs do sintoma torna-se assim um signo para um
lugar de recobrimento de ambos os eus que deve ser mantido recalcado. Isso
o que sustenta o lao do sujeito a uma comunidade afetiva, fundada na
no-relao, onde se articula o desejo do Outro.

A partir da identificao ao pai, se enlaam os trs tempos da operao
de identificao, sendo o terceiro ao desejo do Outro o que constitui o
n do lao social.

Em 2014 e 2015, a Escola trabalhou, respectivamente, A identificao e
o real do sexo e Identificao, o que nos levou a tomar a identificao como
estrutura constitutiva do sujeito. A presente publicao busca circunscrever a
identificao tal como postulada por Freud e retomada na leitura de Lacan.
Alm de textos produzidos nos dois anos de trabalho, a revista conta com a
traduo dos captulos VII, por Eduardo Vidal, e VIII, por Renato Carvalho,
de Psicologia das massas e anlise do eu.

P.S.

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